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CASAS PORTUGUESAS MAL PREPARADAS
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Segundo o estudo Housing Conditions and self-Reported Health: A Cross-European Analysis da Universidade de Dublin, o qual analisou comparativamente 14 países europeus, Portugal é um dos países da União Europeia onde se morre mais de frio.
Segundo a Direcção Geral de Saúde, a má qualidade do ar interior e a falta de protecção térmica das casas resultam em baixas médicas com peso económico para o país.
Especialistas internacionais defendem que, para a resolução deste problema, é necessário melhorar a protecção térmica das casas ao frio, aumentar o investimento público em cuidados de saúde e melhorar as condições socioeconómicas da população.
A investigação, que foi publicada em 2003, analisou durante 10 anos os índices de mortalidade de 14 países, cruzando os dados com informação sobre os factores ambientais, estilo de vida, prestação de cuidados de saúde e gastos nesta área, desigualdades sociais e eficiência energética/isolamento das habitações.
O trabalho sublinha um dos paradoxos da mortalidade no Inverno: "As maiores taxas de mortalidade ocorrem geralmente em países onde o Inverno é menos severo e onde deveria haver menos potencial/tendência para casos de gripe e para a mortalidade relacionada com a gripe". "Os países com climas mais temperados tendem a ter baixa eficiência térmica nas habitações e por isso é mais difícil manter estas casas quentes quando chega o Inverno", refere a investigação. "Este é em particular o caso de Portugal (...), onde as temperaturas no Inverno são comparativamente mais temperadas e as taxas de excesso de mortalidade nesta estação muito elevadas", conclui.
A investigação aponta ainda "níveis exemplares" de eficiência térmica no interior das casas em países com Invernos rigorosos como a Finlândia e a Suécia, onde a totalidade das habitações têm janelas eficientes e protecção térrmica nas coberturas, paredes e pisos.
Aquando da publicação do estudo, apenas 6% das casas em Portugal tinham protecção térmica nas paredes e coberturas e só 3% tinham vidros duplos.
Fonte: Agência Lusa |
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